Cejusc da zona leste é inaugurado com presença de desembargador do TJ-SP

Cejusc da zona leste é inaugurado com presença de desembargador do TJ-SP

            Foi inaugurada na tarde do dia 26 de agosto a segunda unidade do Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania) de Araras, ligado ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ao Unar (Centro Universitário de Araras Dr. Edmundo Ulson).

            Na manhã do mesmo dia, o juiz coordenador do Cejusc local, Dr. Antonio César Hildebrand e Silva, que também é titular da 3ª Vara Cível da Comarca de Araras, conversou com a imprensa local na sede do Unar para dar mais detalhes do serviço a ser prestado à população da zona leste.

            O serviço existe em Araras desde 2012, com sede de atendimento no Unar, no Jardim Cândida, zona oeste. A instalação da segunda unidade ocorreu graças a uma parceria entre o próprio Tribunal de Justiça, Unar e a Prefeitura de Araras.

            A solenidade de inauguração teve a presença de várias autoridades. O desembargador Dr. José Carlos Ferreira Alves esteve presente, representando a presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O juiz coordenador do Cejusc local, Dr. Antonio César Hildebrand e Silva, que também é titular da 3ª Vara Cível da Comarca de Araras, foi outro que também discursou.

            O vice-reitor da Unar, Dr. José Marta Filho, discursou e falou da importância para a universidade em estar ao lado novamente do Tribunal de Justiça nesta parceria. O Cejusc da zona leste será também utilizado como campo de estágio para os alunos do curso de Direito do Unar.

            Dados do Cejusc do Unar mostram que, desde 2012, mais de 5 mil demandas foram atendidas – média de 200 atendimentos por mês. Destes, até 70% dos acordos são alcançados com sucesso na fase pré-processual.

 

Mediação pode crescer na Justiça do Brasil nos próximos anos

            Além do Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania), o processo de mediação e conciliação também começa a ser adotado em outras instâncias da área jurídica do Brasil.

            Para o juiz coordenador do Cejusc, Dr. Antonio César Hildebrand e Silva, a tendência da mediação e conciliação é de aumento nos próximos anos na Justiça brasileira.

            “Existe uma tentativa de mudar a mentalidade jurídica no País, pois nossa mentalidade ainda é litigiosa – tudo depende da decisão de um juiz – e precisa terminar na Justiça. Em países como a Argentina, por exemplo, antes de a pessoa entrar na Justiça ela precisa obrigatoriamente passar por uma câmara de arbitragem”, citou.

            Sem a opção para mediação, a Justiça se tornou lenta no Brasil e não consegue suprir a demanda que existe nos tribunais. Para os próximos anos, o juiz espera que a mudança na mentalidade pode se consolidar. “O processo será lento, mas a grade curricular dos cursos de direito, por exemplo, oferecem cursos de mediação e os alunos cumprem estágios em centro de conciliação”, finalizou.

 

 

UNAR (Centro Universitário Dr. Edmundo Ulson)

Célio Casarin – Jornalista – MTB 26.760 - Contato: Cel 98141-5279